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INCA divulga relatório sobre tabagismo no Brasil

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    No dia nacional de combate ao fumo, 29 de agosto, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou o relatório A situação do tabagismo no Brasil. A publicação utilizou os dados dos inquéritos do Sistema Internacional de Vigilância do Tabagismo, da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizados no país entre 2002 e 2009. Os autores fazem um panorama da prática do tabagismo e dos desafios para o controle da doença na população brasileira.

    Os dados da Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETab), realizada em 2008, apontam que 17,5% da população brasileira com 15 anos ou mais, cerca de 25 milhões de pessoas, é usuária de algum tipo de tabaco (fumado e não fumado). O percentual de fumantes aumentou progressivamente até a faixa etária de 45 a 64 anos tanto para mulheres quanto para homens. Entre os sexos, a proporção foi de 65% mais homens do que mulheres fumantes.

    O relatório mostra que o tabagismo reflete as desigualdades sociais no país: o percentual de fumantes diminui à medida que cresce o número de anos completos de estudo. Já a dependência da nicotina, verificada a partir de perguntas sobre o consumo médio de cigarros durante o dia e o intervalo de tempo para seu início após o entrevistado acordar, apresenta o padrão inverso. Mulheres, jovens, indivíduos com baixos níveis de instrução e renda e a população de áreas rurais e das regiões Norte e Nordeste apresentaram menor nível de dependência. Nesse caso, os menores níveis podem estar associados ao menor acesso a produtos do tabaco por questões socioeconômicas.

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    Exposição à fumaça

    A exposição à fumaça de produtos de tabaco também foi objeto de análise. Entre as pessoas com idade a partir de 15 anos, quase 30% estavam expostas à fumaça em sua própria casa e 60% eram não fumantes. Além do ambiente residencial, foi constatada a exposição à fumaça nos restaurantes, 9,9%; nos transportes públicos, 4,5%; no local de trabalho, 24,4%; e nos estabelecimentos de saúde, que alcançou 4% das pessoas. Esses últimos são destacados por representarem, respectivamente, muitas horas de exposição à fumaça do tabaco e a incoerência da prática prejudicial à saúde em um local com a função de zelar por ela.

    No final do relatório, os autores destacam seis desafios para o país no combate ao tabagismo: o seu monitoramento, a proteção da população contra a fumaça do tabaco, a oferta de ajuda para a cessação do fumo, mais advertências sobre os perigos da prática e o aumento de impostos sobre o tabaco, além do cumprimento das proibições em publicidade, promoção e patrocínio.

    O relatório completo pode ser acessado aqui.


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