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ELSA traz estudo cardiovascular inédito ao Brasil

Veículo: Portal da Universidade de São Paulo
Data: 08/08/2008

Para investigar a relação entre os hábitos das pessoas e as doenças cardiovasculares, o projeto Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA) recruta 5.000 funcionários da USP, entre 35 e 74 anos, a participarem como voluntários. O projeto iniciou-se nessa segunda-feira (18), com a análise de dois voluntários que, anteriormente ao início oficial do programa, ajudaram o ELSA a se estabelecer no HU. “É como uma homenagem que a gente presta a eles, que tanto ajudaram a gente”, diz a pesquisadora responsável pelo projeto, Isabela Benseñor.

O procedimento consiste em uma análise da vida e da saúde de uma amostra de pessoas para entender o início das doenças cardiovasculares. Para isso, primeiramente os participantes são entrevistados em seu local de trabalho, para o mapeamento do seu cotidiano e hábitos. Na segunda fase, eles passam por uma bateria de exames, que mostram o estado atual de saúde de cada um. Depois, uma equipe do ELSA vai acompanhar a vida dessas pessoas, com visitas periódicas, acesso consentido aos prontuários de exames, internações e visitas médicas, entre outras coisas. Esse processo, conhecido pelos especialistas como coorte, acompanha os voluntários por um longo período, podendo se estender até sua morte.

No caso do ELSA, os investimentos do Ministério da Saúde são para sete anos de pesquisa, que inclui dois anos de análise inicial (10 participantes por dia, totalizando 5.000) e novos exames, além do acompanhamento. Mas Isabela Benseñor diz que não pretende parar por aí. “Essa é a primeira coorte dessas proporções já realizada no país, e vai nos colocar em destaque dentro das pesquisas mundiais. Vamos procurar novos patrocínios para, quem sabe, continuar por um longo tempo com esse trabalho”.

Como fazer
Os interessados em participar devem mandar um e-mail para elsa@usp.br, e aguardar uma resposta da equipe. Hoje, já existem 600 pessoas na fila de espera. Mas ainda são necessários muitos voluntários para completar a lista. “Fazemos um apelo para que homens entre 35 e 45 anos nos procurem, porque é difícil encontrar voluntários desta faixa etária, principalmente do sexo masculino”, diz Isabela. Para participar, é necessário ser funcionário da USP.

Para os que participam, é uma honra. “É um projeto inovador, que vai projetar o Brasil no mundo. E é coordenado por uma equipe experiente e dedicada, de fama internacional. Eu faço com alegria e dá vontade de voltar para ser tão bem cuidada de novo”, brinca Maria Alice de Franca Rangel Rebello, diretora técnica da biblioteca do HU. Ela é uma das homenageadas pelo projeto, já que auxiliou de diferentes formas a equipe dentro do hospital.

Do nordeste ao sul
Além do Hospital Universitário da USP, o projeto conta com a participação de outras cinco instituições: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e as universidades federais da Bahia (UFBA), de Minas Gerais (UFMG), do Espírito Santo (Ufes) e do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para Isabela, é preciso que o estudo abranja todas as nuances de cada parte do Brasil. “Em um país tão rico como esse, é possível fazer um estudo que mostre o por quê de cada parte ter um tipo de doença diferente. Ainda não alcançamos o norte e o centro-oeste, mas é uma pretensão que temos a longo prazo”, diz. Estudar os diferentes hábitos em cada região é inovador dentro das pesquisas já realizadas no país.

O futuro da medicina As amostras de urina e de sangue retiradas durante a fase dois do estudo serão armazenadas em nitrogênio, para análises posteriores de outras doenças. “Pode ser que estejamos armazenando aqui a descoberta do motivo do Alzheimer”, brinca a pesquisadora.

O material coletado pode ser armazenado por mais de 40 anos, coisa inédita na medicina mundial. Assim, o projeto pode contemplar, além do estudo das doenças cardiovasculares, a descoberta de novas doenças, de causadores e, quem sabe, de curas para os grandes males atuais.

 


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